Governo federal é tema de análise na Tribuna Virtual

MAURÍCIA FIGUEIRA

No Tribuna Virtual de segunda-feira (4/5), os deputados Janaina Paschoal (PSL) e Carlos Giannazi (PSOL) revezaram-se nos discursos.

Primeiramente, a deputada Janaina Paschoal abordou assuntos estaduais, comentando sobre o veto publicado no Diário Oficial deste último sábado. O governador vetou parcialmente o Projeto de Lei 174/2020, aprovado pela Assembleia Legislativa, que liberava fundos estaduais para serem utilizados no combate ao coronavírus. Janaina Paschoal disse que, inicialmente, o projeto não detalhava quais fundos seriam liberados e quais os valores, o que foi corrigido com emendas parlamentares. “Deixei claro que votava sim única e exclusivamente porque ocorreu esse detalhamento”. O veto do governador recaiu sobre a tabela explicativa dos fundos a serem utilizados. “Fiquei muito contrariada. Na medida em que pedimos que o governo aponte os fundos que serão utilizados, na medida em que o líder do governo traz a lista desses fundos com seus respectivos valores, eu confio que, quando esse projeto for analisado pelo governador, será aprovado”.

A deputada também falou sobre um projeto de lei de autoria coletiva dos deputados. “Durante o fim de semana tive acesso ao projeto de autoria coletiva capitaneado pelo deputado Vinícius Camarinha. Fiquei muito incomodada com a previsão de indenização às empresas concessionárias de serviços públicos que venham a se sentir prejudicadas pelo isolamento, pelas medidas que foram importantes de serem adotadas durante a pandemia”. Para a deputada, é compreensível que haja repactuação do prazo e revisão de parcelas, mas ela não é favorável ao Estado pagar indenização para concessionárias. “Esse tipo de norma não vou compactuar”.

Agressões a profissionais da saúde

Em seguida, pronunciou-se o deputado Carlos Giannazi (PSOL), que falou sobre discussões entre profissionais da saúde e manifestantes pró-Bolsonaro. “Assistimos nos últimos dias a agressões às enfermeiras que estavam realizando um ato pacífico e silencioso em Brasília”. O deputado ressaltou que os profissionais de saúde estão sendo aplaudidos nos outros países, mas no Brasil foram agredidos. Também neste fim de semana houve agressão envolvendo profissionais da imprensa. “Essas milícias ideológicas atacam enfermeiras e jornalistas. Queremos que essas pessoas sejam responsabilizadas criminalmente”.

Giannazi considera que o comportamento do Presidente da República estimula atos preconceituosos pela sociedade. “Para proteger seus filhos de uma investigação, tenta controlar a Polícia Federal e transformá-la num braço do seu governo”.

Voltando à Tribuna Virtual, Janaina Paschoal externou solidariedade aos profissionais de saúde e da imprensa por terem sido desrespeitados no fim de semana. “É um ato absolutamente injustificável”.

A parlamentar discursou sobre os últimos acontecimentos da política nacional. Iniciou comentando que manifestantes pró-Bolsonaro se reuniram na frente da casa do ministro Alexandre de Moraes. “Conheço o trabalho do ministro de longa data. Sempre foi considerado um homem de direita. Muitas das dificuldades que enfrentamos dentro da USP foi por sempre termos sido vistos como docentes de direita”, ressaltou. “Toda vez que tinha quebra-quebra, manifestação violenta, o PT dizia que era uma manifestação espontânea. O bolsonarismo está fazendo a mesma coisa. Todo mundo sabe que as manifestações da esquerda não eram espontâneas, como o que está acontecendo agora, com aquelas barracas iguais, aquela agressividade com as pessoas, é óbvio que não é espontâneo. O que me chama a atenção é que esses bolsonaristas não agridem a verdadeira esquerda. Eles agridem quem sempre foi de direita. É muito estranho o que está acontecendo”, destacou a deputada. Para ela, o governo federal “mancha a própria ideologia da direita”. Paschoal comparou o governo Bolsonaro ao stalinismo. “Eles estão queimando o nome da direita, atacando quem é verdadeiramente de direita. Eles não atacam os esquerdistas. Isso precisa ser dito. Esse governo não é de direita. Esse governo é totalitário, é totalitarista. É muito mais parecido com Stalin do que qualquer outra coisa”, finalizou.

 

Fonte: Diário Oficial do Estado de Sã0 Paulo

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