Vereador quer proibir homens de dar banho nas crianças em creches de Manaus

Diego Afonso se inspirou em projeto de deputadas que foi criticado (Foto: Robervaldo Rocha/ Dircom CMM)

Da Redação

MANAUS – O vereador Diego Afonso (PDT- AM) da Câmara Municipal de Manaus quer proibir homens de dar banho em crianças nas creches mantidas pela Prefeitura de Manaus. Não há registros de casos que envolvam homens nesse serviço, mas o parlamentar alega que seu projeto de lei (PL nº 375/2019) é preventivo. Na proposta, crianças da educação infantil terão higiene pessoal feita somente por mulheres.

A proposta não foi inspirada em nenhuma denúncia sobre funcionários que tenham representado riscos às crianças. A assessoria do vereador informou que ele se baseou em projeto das deputadas Janaína Paschoal, Valeria Bolsonaro e Letícia Aguiar, as três do PSL SP, apresentados este ano.

O Fórum Paulista de Educação Infantil publicou um manifesto contra o projeto das deputadas, alegando que as medidas reforçam a desigualdade de gênero do país. “O PL 1174/2019 que trata de profissionais da Educação Infantil, só reforça o processo de desigualdade de gênero, delineando a exclusão. Pois existe, ainda uma ideia do homem no trabalho com os bebês e as crianças pequenas, na educação infantil, como professor, auxiliar, monitor e outros, de representações da ‘presença masculina’, da ‘imagem masculina’ ou da ‘gura masculina’”, diz o vereador na proposta.

Diego Afonso disse que reservar exclusividade de atividades como banhos, trocas de fraldas, roupas e auxílio para usar o banheiro para profissionais do sexo feminino não constitui discriminação. Segundo ele, o objetivo do projeto é proteger as crianças. “O profissional do sexo feminino tem mais anidade para cuidar de uma criança e traz um sentimento de segurança maior para os pais”, justiça.

De acordo com o vereador os profissionais do sexo masculino que forem responsáveis pelos cuidados íntimos com as crianças serão reaproveitados em outras atividades sem sofrer alteração no salário. O projeto foi aprovado na câmara dos vereadores de Manaus na última segunda-feira, 2 de novembro e segue para a 2ª CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Redação).

Fonte: AmazonasAtual

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