Barueri orienta mães sobre direito de escolha ao parto cesariana

Em dezembro, a Prefeitura de Barueri sancionou uma lei de política de conscientização do chamado parto cesário eletivo, que é quando a mãe faz a escolha pela cirurgia cesariana. O projeto de lei é de autoria do vereador Allan Miranda e tem o objetivo de “levar ao conhecimento da população o direito de eleição da parturiente pelo parto cesário”.

A decisão vem embalada com a sanção da lei de autoria da deputada Janaina Paschoal em 2019, que garante à gestante a possibilidade de optar pela cesariana, com analgesia, a partir de 39 semanas de gestação. Nela, a gestante em trabalho de parto, chegando à maternidade, pode fazer a solicitação da cirurgia.

Em contato com a reportagem, Barueri explicou que a Secretaria de Saúde já tinha a postura de dar voz às mães e que, com o projeto de lei aprovado na cidade, isto passou a ser feito com mais afinco.

“Deixamos bem claro os riscos da cesariana e suas consequências. As ações, nesse sentido, são realizadas dentro da maternidade, nas UBSs durante os pré-natais e sempre que alguém busca por esse tipo de orientação, pois a informação precisa estar ao alcance de todas as mulheres para que saibam fazer a escolha mais segura para si e para o bebê”, apontou a gestão.

Especialista

Rita de Cássia Sanchez, ginecologista e obstetra da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, explica que o parto cesariana apresenta alguns riscos para a mãe e o bebê e que a forma natural é a mais indicada.
“O procedimento normal ocorre no momento em que o bebê está pronto. As horas de trabalho de parto fazem a mãe produzir a própria ocitocina, que auxilia na descida do leite, promovendo uma melhor amamentação. Este hormônio também promove maior aceitação do bebê e o vínculo entre eles”, destacou.
Sobre a lei de autoria da deputada Janaina Paschoal, Rita ressalta que ela não permite um agendamento antecipadamente da cesária. “A lei fala também da preocupação com o bem-estar do bebê e cuidados humanizados. Com isso, os profissionais necessitarão cada vez mais realizar um acompanhamento adequado durante o trabalho de parto, permitindo que a mãe se sinta segura e não desista”, concluiu.

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